Escrita terapêutica: o poder inesperado de escrever para transformar a mente e o coração
- Diana Cruz

- 19 de ago.
- 2 min de leitura
Escrever curou-me mais do que imaginava
crónica e partilha de Ana Martins
A descoberta do poder da escrita surgiu de forma inesperada, ainda no início do meu processo terapêutico. Estava a viver uma fase confusa, com emoções difíceis de aceder e compreender, marcadas por pensamentos repetitivos e uma sensação constante de angústia.
Foi a Diana quem lançou o desafio, com um simples:“Ana, vá anotando os seus pensamentos.”
Na mesma semana, uma amiga sugeriu-me o mesmo e, pouco depois, ouvi um podcast sobre os benefícios da escrita. Três sinais. Decidi não ignorar. Fui comprar um caderno novo e umas canetas com uma frase inspiradora na capa: Love Yourself.
Sem regras. Sem pressão. Só eu, o papel e a caneta.
Comecei por escrever à noite, especialmente nos dias em que a minha mente não parava — dias em que a tristeza, a revolta ou a confusão dominavam. No início, os pensamentos escapavam. A escrita era caótica, sem rumo. Mas, com o tempo, tudo foi ficando mais nítido. A prática tornou-se hábito.
E o mais surpreendente:na manhã seguinte, sentia-me diferente. Mais calma. Mais lúcida.
Ao início, achei que fosse coincidência. Mas repeti. E voltou a acontecer. Percebi que a escrita me devolvia clareza mental, serenidade emocional e a capacidade de respirar fundo. Hoje sei que não era apenas sugestão — há base científica e benefícios neurológicos comprovados.
Escrever passou a ser o meu ritual de reencontro.Comigo. Com o que me dói. Com o que precisa de sair.
A escrita tem-me ajudado a colocar cada emoção no seu lugar. A recuperar espaço interno. A abrir caminho para a mudança.
É simples. É acessível. E pode mesmo mudar tudo.



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